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domingo, 18 de abril de 2010

19 DE ABRIL : DIA DO ÍNDIO

Devemos lembrar que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas perderam suas terras. Sem contar que o contato próximo com as populações brancas e o convívio nas cidades fizeram com que o índio fosse perdendo sua identidade, adquirindo cultura e hábitos do homem branco e as gerações que estão nascendo não conhecem nem metade dos usos e costumes dos antepassados.
Um exemplo muito vivo disso é a tribo Pataxó, que sobrevive na Bahia. Habitantes de Cabrália, as crianças frequentam a escola da Reserva da Jaqueira,mas vestem-se como crianças brancas, aprendem a ler e escrever o português e nada sabem do idioma de seus ancestrais. Muitas meninas têm filhos precocemente porque começam a namorar muito cedo e, sem orientações, acabam caindo na armadilha da gravidez na adolescência. Sobrevivem do artesanato e de pequenos serviços prestados à comunidade e aos turistas.Alguns mais politizados acabam explorando os próprios iguais.
Este é um habitante da aldeia Pataxó, em cabrália, totalmente "aculturado" pelo homem branco.Observe a roupa, o quiosque que ele tem na praia,os produtos servidos.É nosso dever fazer nesse dia uma reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

FELIZ DIA DO PROFESSOR!

Apesar das constantes pressões a que é submetido no dia a dia o professor é um dos únicos que ainda acredita no potencial dessa juventude.A despeito do descaso dos governantes, da sociedade e até da própria família,ele consegue resgatar alguns valores adormecidos,algum entusiasmo,alguma determinação latente nos jovens porque ,além do conhecimento específico,ele tem um enorme conhecimento de mundo , da natureza humana e uma imensurável empatia pessoal que o diferencia de qualquer outro profissional.

A você, colega professor,nosso respeito, nosso agradecimento e nossa solidariedade,não apenas no Dia do Professor. Mas todos os dias e todas as horas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

FELIZ DIA DA CRIANÇA!!!!!


Depende de nós
Quem já foi ou ainda é criança
Que a credita ou tem esperança
Quem faz tudo pra um mundo melhor
Depende de nós
Que o circo esteja armado
Que o palhaço esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente precise sonhar
Que os ventos cantem nos galhos
Que as folhas bebam o orvalho
Que o sol descortine mais as manhãs
Depende de nós
Se esse mundo ainda tem jeito
Apesar do que o homem tem feito
Se a vida sobreviverá

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PRIMAVERA

Cecília Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.